quinta-feira, 25 de junho de 2015

MACABRO!

7 de janeiro de 2015

Caso macabro em Cajazeiras: Filha ao vê o pai morto pede a Deus pra ir com ele e cinco minutos depois morre...




João de Teto e Damiana.



Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, a 468 km de João Pessoa, presenciou um fato bastante trágico nessa segunda-feira (5), no sítio Terra Molhada, Zona Rural do município. Pai e filha morreram no mesmo dia, tendo ele falecido em decorrência de acidente doméstico e ela após ver a cena do pai sendo velado na sala da casa onde ambos residiam.

Segundo o filho e irmão dos falecidos, o pai, João Bezerra Sousa conhecido como (João de Teto), um agricultor de 73 anos, que vinha se recuperando de um câncer de pele, sofreu uma queda nesse domingo (4), depois de tentar amarrar uma vaca nas proximidades da sua residência. Como o animal ofereceu resistência à ação do homem, este acabou caindo e batendo a cabeça com força, o que provocou um ferimento. Ainda de acordo com o parente, o ferido teve que ser levado para o Hospital Regional de Cajazeiras, onde foi atendido, medicado e liberado. Porém, horas depois, já nessa segunda, voltou a se sentir mal e retornou à unidade de saúde, onde não resistiu e veio a falecer.

O corpo foi levado para a residência, onde foi velado. A filha, de 40 anos, que se recuperava de um acidente de moto sofrido há cerca de 10 dias, estando, até então, ‘de cama’, foi levada para ver o velório. Presenciando a cena, começou a passar mal, sendo necessária a convocação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que tentou reanimá-la, mas não obteve sucesso. O corpo foi conduzido ao hospital para a constatação formal do óbito e liberado para a família, que acabou retardando o enterro do pai e promoveu um velório duplo.

Conforme declarações do irmão, as mortes do pai e da irmã chocaram a família. Ele informou que irmãos e familiares em outras cidades e estados não tiveram condições de comparecer ao velório devido ao alto grau de comoção. 
Pai e filha foram sepultados na tarde desta terça-feira (6), no Distrito de Azevém, Zona Rural de Cajazeiras.




                                 
  1.                        (Pai e filha)







     
               Fato comoveu amigos e familiares.




FONTE:   DIÁRIO DO SERTÃO.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

OS MANEQUINS DE MUNIQUE




http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/img/transp.gif

http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/img/transp.gif OS MANEQUINS DE MUNIQUE



A perfeição é horrível, ela não pode ter filhos.
Fria como o hálito da neve, ela tapa o útero

Onde os teixos inflam como hidras,
A árvore da vida e a árvore da vida.

Desprendendo suas luas, mês após mês,
sem nenhum objetivo.

O jorro de sangue é o jorro do amor,
O sacrifício absoluto.

Quer dizer: mais nenhum ídolo, só eu
Eu e você.

Assim, com sua beleza sulfúrica, com seus
sorrisos

Esses manequins se inclinam esta noite
Em Munique, necrotério entre Roma e Paris,

Nus e carecas em seus casacos de pele,
Pirulitos de laranja com hastes de prata

Insuportáveis, sem cérebro.
A neve pinga seus pedaços de escuridão.

Ninguém por perto. Nos hotéis
Mãos vão abrir portas e deixar

Sapatos no chão para uma mão de graxa
Onde dedos largos vão entrar amanhã.

Ah, essas domésticas janelas,
As rendinhas de bebê, as folhas verdes de confeito,

Os alemães dormindo, espessos, no seu insondável desprezo.
E nos ganchos, os telefones pretos

Cintilando
Cintilando e digerindo

A mudez. A neve não tem voz. 









SYLVIA PLATH










"A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos."







Platão





terça-feira, 23 de junho de 2015

BIZARRO!


Médicos descobrem feto mumificado dentro de idosa de 110 anos

Estela Meléndez, 110 anos, é uma chilena com uma história impressionante. A idosa foi levada ao médico depois de sofrer uma queda, e uma radiografia da pélvis acabou revelando que a mulher carregava um feto mumificado.
“Quando uma pessoa de idade sofre uma queda, é feita uma radiografia para descartar uma fratura de pélvis. Foi nessa imagem que apareceu a coluna vertebral de um feto”, explicou à BBC Mundo Dagoberto Duarte, diretor do Serviço de Saúde Valparaíso-San Antonio.
Mundo Luis, irmão de Estela, contou à BBC que a senhora fez uma raspagem há mais de 60 anos de um filho que perdeu, mas, pelo visto, o procedimento não foi executado. Anos depois, na década de 80, Meléndez voltou ao mesmo hospital com dores na região, mas foi diagnosticada e operada de um suposto câncer.
Segundo as autoridades médicas do Chile, não há nenhum registro de que a paciente tenha sido operada de câncer ou realizado exames anteriores ao diagnóstico. Agora, uma comitiva está sendo instaurada para avaliar qual seria o melhor procedimento para ajudar Estela, já que uma cirurgia direta para remover o feto seria muito arriscada.



Estela Meléndez




  Referência BBC


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HISTÓRIA PASSIONAL, HOLLYWOOD, CALIFÓRNIA



Rio de Janeiro , 1954



Preliminarmente, telegrafar-te-ei uma dúzia de rosas
Depois  levarte-ei a comer um shop-suey
Se a tarde também for loura abriremos a capota
Teus cabelos ao vento marcarão oitenta milhas.

Dar-me-ás um beijo com batom marca indelével
E eu pegarei tua coxa rija como a madeira
Sorrirás para mim e eu porei óculos escuros
Ante o brilho de teus dois mil dentes de esmalte.

Mascaremos cada um uma caixa de goma
E iremos ao Chinese cheirando a hortelã-pimenta
A cabeça no meu ombro sonharás duas horas
Enquanto eu me divirto no teu seio de arame.

De novo no automóvel perguntarei se queres
Me dirás que tem tempo e me darás um abraço
Tua fome reclama uma salada mista
Verei teu rosto através do suco de tomate.

Te ajudarei cavalheiro com o abrigo de chinchila
Na saída constatarei tuas nylon 57
Ao andares, algo em ti range em dó sustenido
Pelo andar em que vais sei que queres dançar rumba.

Beberás vinte uísques e ficarás mais terna
Dançando sentirei tuas pernas entre as minhas
Cheirarás levemente a cachorro lavado
Possuis cem rotações de quadris por minuto.

De novo no automóvel perguntarei se queres
Me dirás que hoje não, amanhã tens filmagem
Fazes a cigarreira num clube de má fama
E há uma cena em que vendes um maço a George Raft.

Telegrafar-te-ei então uma orquídea sexuada
No escritório esperarei que tomes sal de frutas
Vem-te um súbito desejo de comida italiana
Mas queres deitar cedo, tens uma dor de cabeça!

À porta de tua casa perguntarei se queres
Me dirás que hoje não, vais ficar dodói mais tarde
De longe acenarás um adeus sutilíssimo
Ao constatares que estou com a bateria gasta.

Dia seguinte esperarei com o rádio do carro aberto
Te chamando mentalmente de galinha e outros nomes
Virás então dizer que tens comida em casa
De avental abrirei latas e enxugarei pratos.

Tua mãe perguntará se há muito que sou casado
Direi que há cinco anos e ela fica calada
Mas como somos moços, precisamos divertir-nos
Sairemos de automóvel para uma volta rápida.

No alto de uma colina perguntar-te-ei se queres
Me dirás que nada feito, estás com uma dor do lado
Nervoso meus cigarros se fumarão sozinhos
E acabo machucando os dedos na tua cinta.

Dia seguinte vens com um suéter elástico
Sapatos mocassim e meia curta vermelha
Te levo pra dançar um ligeiro jitterbug
Teus vinte deixam os meus trinta e pouco cansados.

Na saída te vem um desejo de boliche
Jogas na perfeição, flertando o moço ao lado
Dás o telefone a ele e perguntas se me importo
Finjo que não me importo e dou saída no carro.

Estás louca para tomar uma coca gelada
Debruças-te sobre mim e me mordes o pescoço
Passo de leve a mão no teu joelho ossudo
Perdido de repente numa grande piedade.

Depois pergunto se queres ir ao meu apartamento
Me matas a pergunta com um beijo apaixonado
Dou um soco na perna e aperto o acelerador
Finges-te de assustada e falas que dirijo bem.

Que é daquele perfume que eu te tinha prometido?
Compro o Chanel 5 e acrescento um bilhete gentil
“Hoje vou lhe pagar um jantar de vinte dólares
E se ela não quiser, juro que não me responsabilizo...”

Vens cheirando a lilás e com saltos, meu Deus, tão altos
Que eu fico lá embaixo e com um ar avacalhado
Dás ordens ao garçom de caviar e champanha
Depois arrotas de leve me dizendo I beg your pardon.

No carro distraído deixo a mão na tua perna
Depois vou te levando para o alto de um morro
Em cima tiro o anel, quero casar contigo
Dizes que só acedes depois do meu divórcio.

Balbucio palavras desconexas e esdrúxulas
Quero romper-te a blusa e mastigar-te a cara
Não tens medo nenhum dos meus loucos arroubos
E me destroncas o dedo com um golpe de jiu-jítsu.

Depois tiras da bolsa uma caixa de goma
E mascas furiosamente dizendo barbaridades
Que é que eu penso que és, se não tenho vergonha
De fazer tais propostas a uma moça solteira.





Balbucio uma desculpa e digo que estava pensando...
Falas que eu pense menos e me fazes um agrado
Me pedes um cigarro e riscas o fósforo com a unha
E eu fico boquiaberto diante de tanta habilidade.

Me pedes para te levar a comer uma salada
Mas de súbito me vem uma consciência estranha
Vejo-te como uma cabra pastando sobre mim
E odeio-te de ruminares assim a minha carne.

Então fico possesso, dou-te um murro na cara
Destruo-te a carótida a violentas dentadas
Ordenho-te até o sangue escorrer entre meu dedos
E te possuo assim, morta e desfigurada.

Depois arrependido choro sobre o teu corpo
E te enterro numa vala, minha pobre namorada...
Fujo mas me descobrem por um fio de cabelo
E seis meses depois morro na câmara de gás.


VINÍCIUS DE MORAES





CAPELA DOS OSSOS DE ÉVORA


Capela dos Ossos






A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70 m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo.

 



As suas paredes e os oito pilares estão "decorados" com ossos e crânios ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitetura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas. Foi calculado à volta de 5000, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade. A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.






Poemas expostos dentro da capela





Poema sobre as caveiras






As caveiras descarnadas
são a minha companhia,
trago-as de noite e de dia
na memória retratadas
muitas foram respeitadas
no mundo por seus talentos,
 
E outros vãos ornamentos,
Que serviram à vaidade,
E talvez…na eternidade
Sejam causa de seus tormentos.








Poema sobre a existência
 

Aonde vais, caminhante, acelerado?
Pára…não prossigas mais avante;
negócio, não tens mais importante,
do que este, à tua vista apresentado.



 
Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflete em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.
Pondera, que influído d'essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras na morte;
Porém, se os olhos aqui levantas,
Pára…porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas.

 



Este soneto é atribuído ao Padre Antonio da Ascensão Teles, pároco da freguesia de São Pedro, (na igreja de São Francisco) entre 1845 e 1848.
 






Referência da Postagem : Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 21 de junho de 2015

DAVI DE MICHELANGELO




Davi é uma das esculturas mais famosas do artista renascentista Michelangelo. O trabalho retrata o herói bíblico com realismo anatômico impressionante, sendo considerada uma das mais importantes obras do Renascimento. A escultura encontra-se em Florença, na Itália, cidade que originalmente encomendou a obra. E também existem cópias do grande trabalho .
É uma estátua em mármore e mede 5,17 m (cinco metros e dezessete centímetros). Devido à genialidade que sempre foi atribuída à obra, ela foi escolhida como símbolo máximo da República de Florença.
Michelangelo levou três anos para concluir a escultura (começou-a em 1501 e concluiu-a em 1504, revelando-a no dia 8 de setembro).
Antes de Michelangelo receber a incumbência dessa obra, o bloco de mármore de carrara que ele usou havia ficado exposto ao tempo por 25 anos no pátio da catedral de Santa Maria del Fiore. Outros escultores já haviam recebido a incumbência da obra mas, por razões diversas, eles não se interessaram. Esse bloco foi rejeitado por grandes mestres como Duccio, Baccelino e Roselino. Michelangelo é considerado nesta obra uma espécie de inovador, pois retrata a personagem não após a batalha contra Golias (como Donatello e Verrochio antes dele fizeram), mas no momento imediatamente anterior a ela, quando Davi está apenas se preparando para enfrentar uma força que todos julgavam ser impossível de derrotar. Michelangelo neste trabalho usou o realismo do corpo nu e o predomínio das linhas curvas.

A obra permaneceu em frente ao Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria, até 1873, quando foi transferida para a Galleria dell'Accademia, em Florença, onde pode ser admirada atualmente.

















MICHELANGELO





Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.